Nele somos um e andamos na simplicidade do Evangelho, em Jesus!

Olá gente querida. Quero compartilhar com todos um pequeno vídeo com uma rápida cena dos nossos encontros e do batismo que realizamos de duas pessoas queridas que tem caminhado conosco. Temos vivido dessa forma a aproximadamente 3 anos e Deus tem nos abençoado em todas as coisas. Enfrentamos lutas, adversidades, mas juntos nos fortalecemos no Senhor e seguimos em frente, pois o que nos espera é muito maior do que tudo o que podemos passar aqui nesta vida. Que Deus abençoe sua vida e a sua casa em todo o tempo.

“E todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum – Atos 2:44″… É simples assim, e assim cremos e vivemos!

No amor de Jesus para servir,

Geziel Freitas.

A Igreja “subversiva e clandestina” continua crescendo.

Todos os dias recebo noticias e testemunhos de cristãos que estão se reunindo e se encontrando fora dos chamados guetos evangélicos, católicos ou fora do sistema religioso institucionalizado.

Há uma “Igreja Subversiva e Clandestina” crescendo no universo.

Nas estatísticas oficiais, eles são designados de “os sem igreja ou desigrejados”, Cristãos que se encontram informalmente para estudar e reler o Evangelho de Jesus de Nazaré.

Cristãos se reunindo para orar.

Cristãos se encontrando para desenvolverem projetos sociais.

Cristãos que se cansaram de defender as cores de suas denominações ou grupos religiosos, muitos, às vezes, sectários, radicais, inflexíveis, intolerantes.

Cristãos feridos pelo sistema religioso que estão encontrando cura no Serviço Cristão, na comunhão simples, no amor e na amizade que brota a partir da informalidade dos encontros.

Cristãos se voluntariando em hospitais, asilos, creches, cadeias, favelas e em ONGS sérias que visam o bem da humanidade em todos os seus aspectos e necessidades..

Cristãos encontrando comunhão saudável em lugares os mais diversos.

Cristãos se envolvendo em causas justas, não importando quem as iniciou, isto é, de quem foi a idéia.

Cristãos cobeligerando em nome da paz, da justiça, do bem comum.

Cristãos sendo apenas cristãos e não religiosos.

Sabe-se que em países ainda repressivos, esta igreja clandestina, subversiva cresce e cresce com saúde relacional.

Cresce nos porões e misturada no meio do povo e em ações comunitárias absolutamente relevantes.

É impossível enumerar os cristãos que dizem estarem melhor fora dos seus guetos religiosos.

Confesso que noutros tempos isso me angustiava, mas, hoje, hoje não.

Por conta do que se tornou o chamado “mercado religioso”, hoje, confesso, prefiro ver o engajamento de muitos cristãos em movimentos comuns, de rua, de cortiços, das comunidades, dos sem terra e sem tetos.

Movimentos em favor da ética.

Movimentos em favor da ecologia pensando no meio ambiente e no bem estar do mundo.

Gosto de saber que há meninos e meninas se encontrando em lugares públicos para ler o Evangelho, orar e desenvolver amizades espirituais.

Gosto desta clandestinidade.

Gosto desta subversidade.

Gosto do sal diluído no meio da multidão.

Gosto da luz em lugares que antes eram só trevas.

Hoje, quando ouço os reclamos do interminável contingente de pessoas, queixando-se dos males que estão sofrendo em seus sistemas religiosos, em seus guetos evangélicos, em seus modelos de espiritualidades, confesso, não consigo mais encoraja-los a ficar ali.

Erncorajo-os a encontrarem outros irmãos e se reunirem em algum lugar e ali celebrarem a fé, a amizade, o amor, a solidariedade, ler o Evangelho e buscar interpreta-lo e traduzi-lo pra vida.

Não consigo e nem quero mais participar de rodas em que os temas são os que estão explorando a boa fé de muitos.

Cansei disto.

Não tenho animo para insistir em denuncia-los, até porque a imprensa já o faz diariámennte tal o tamanho deste quadro que chega ser trágico.

O ministério publico tem feito denúncias diárias.

Na verdade, a maioria das situações denunciadas são casos de policia e muitos estão sendo investigados, processados e presos.

Acho que este é o caminho melhor, isto é, denuncia-los à justiça e deixar que esta os enquadre conforme as conclusões judiciais.

Penso que aos cristãos cabe apenas serem cristãos.

Quem disse que era pra ser assim?

Qual a instituição religiosa que Jesus organizou?

Segundo o que entendo no evangelho, não há mais lugar santo, nem dia santo, nem púlpito santo, nem encontros santos. Não há mais o clero que intermediava entre o homem e Deus.

O véu do templo se rasgou e não apenas nós podemos chegar lá mas a Glória do Eterno vazou para nós.

Creio nesta igreja clandestina, subversiva, invisível, diluída no meio das pessoas,.

Creio nestes encontros simples.

Creio nestas reuniões extra-oficiais.

Hoje, não ha porque ficar aprisionado a um sistema religioso que sobrecarrega seus adeptos com cargas insuportáveis de dogmas, maldições, chantagens, coação, tiranias, terrorismos, pressões psicológicas, que espalham o medo, o terror.

Minha palavra aos que reclamam disto é, porque você continua lá?

O que te prende?

Deus não é. E se Deus não é, quem é?

Ou é o poder de persuasão de homens e mulheres que exercem tal domínio sobre muitos ou é de outra origem que nem quero aqui citar.

Quero fazer parte desta igreja que cresce na clandestinidade, na subversidade, no anonimato, no meio do povo.

Quero fazer parte desta igreja que se espalha, se dilui, e, como água, penetra os lugares impenetráveis.

Quero essa igreja, que não tem sede e nem utensílios caros e muito menos um clero ditando o que deve ou não ser feito.

A resposta aos exploradores de almas e de bolsos será dada quando os cristãos deixarem de alimenta-los, sustenta-los, enriquece-los, paparica-los, louva-los, exalta-los, ovaciona-los.

Parem de contribuir para seus projetos megalomaníacos de construir suas torres.

Contribuam com aqueles que, se vocês, seus filhos, seus pais e amigos estiverem num hospital, eles irão visita-los.

Contribuam com os que visitam os presos em cadeias.

Contribuam com os que estão militando entre os necessitados e vocês sabem seus nomes, conhecem suas famílias, sabem onde moram.

Parem de contribuir com os que estão construindo mansões pra seus próprios deleites.

Parem de contribuir com os que vivem voando pelos ares em seus jatos particulares.

Parem de contribuir com aqueles que tem motoristas particulares e carros importados pagos a preço de ouro e com as ofertas de gente simples.

Parem de contribuir com aqueles que só usam roupas de marca.

Contribua com os que estão aconselhando seus filhos pessoalmente e conhece-os pelos nomes.

Contribuam com aqueles que vocês podem ligar de madrugada e eles os atendem.

Contribuam com aqueles que vocês sabem o numero do celular e quando vocês ligam, eles atendem.

Contribuam com aqueles que lhes respondem os e-mails.

Contribuam com aqueles que os atendem em horas de desespero.

Contribuam com aqueles que foram nos funerais de seus familiares e choraram com vocês e suas famílias.

Contribuam com homens e mulheres que vocês já chegaram perto e viram, testemunharam que são seres humanos normais.

Não contribuam com semi-deuses.

Contribuam com aqueles que vocês podem tratar pelo primeiro nome.

Tenho pra mim que esta é a melhor forma de denunciar e destronar estes que vivem da miséria de tantos.

Se vocês fazem parte de um pequeno grupo, uma pequena comunidade onde vocês são tratados com dignidade, pelos nomes e o que ali é ensinado e feito, todos sabem e nada esta debaixo dos tapetes, fiquem ai e contribuam com seus recursos.

Não contribuam pra manter programas de radio e televisão de ninguém a não ser que vocês tenham absoluta certeza que seus recursos de fato estão sendo investidos de maneira correta.

Contribuam com aqueles a quem vocês tem acesso.

Contribuam com os que os ouvem.

Contribua com os que os atendem.

Contribuam com gente que tem ouvidos e sensibilidade para com vocês e os seus próximos.

É por isto que creio nesta igreja clandestina, subversiva, pois, ela pode não ser conhecida da mídia, mas, é conhecida nas ruas, nas favelas, nos guetos, nos hospitais, nos asilos, nas creches, nas escolas, nas cadeias, nas unidades da Fundação Casa, e em tantos outros lugares.

Oro pra que esta igreja cresça.

Oro pra que milhares de Grupos Informais do Evangelho surjam aqui, ali e além.

Oro para que os movimentos livres, leves, informais, interativos como Caminho da Graça e outros nunca se institucionalizem a ponto de se tornarem tão pesados que não consigam mais atender as pessoas.

Oro, oro mesmo, pra que Jesus seja visto e conhecido em lugares simples, em encontros simples, no meio de gente simples e ali, Ele cure, restaure, reconcilie, reconstrua, salve, ressuscite, enfim, que Ele faça aquilo que só Ele pode fazer.

Creio nesta igreja e se é pra falar em Igreja, prefiro falar desta Igreja.

Com carinho.

Carlos Bregantim.

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