Mês: fevereiro 2016

Relacionamentos sem relação!

Em tempos de vidas “virtuais”, os relacionamentos se mostram cada vez mais infantis e sem vida. Famílias, casamentos, amizades de anos sendo jogados fora ou substituídos por coisas fúteis. É triste ver tudo isso acontecendo e perceber que o “ser humano” deixa de lado a vida real pela vida virtual. Maridos e esposas que não sentam mais para conversar sobre suas vidas, sobre como educar seus filhos, sobre como melhorar como pessoa e decidir no dia a dia dar ainda mais valor a quem se ama. Celulares, tablets e computadores se tornaram mais importante e “cheios de vida” do que o aperto de mão, o abraço sincero, o olhar “caloroso” e um “eu te amo” profundo. A superficialidade dos relacionamentos só confirmam que o ser humano não ama mais pelo simples fato de ver no próximo a possibilidade de encontrar até mesmo respostas para sua vida. Aliás, o próximo para muitos não existe mais, tornou-se objeto ou uma coisa descartável. É fato que a confiança se tornou artigo de luxo e assim os relacionamentos se fragmentam até o ponto de se desfazerem. Perguntas simples que podemos fazer a nós mesmos e assim fazer uma auto análise de como temos nos comportado. Observe:

1. Quando foi a última vez que sentamos com alguém e investimos um tempo de qualidade para uma conversa franca sobre a vida?

2. Quando foi a última vez que como marido ou esposa, abrimos o coração e falamos de nossas necessidades com sinceridade? Temos ainda a coragem de falar de nossos temores esperando que o nosso cônjuge nos ajude a superá-los?

3. Quando foi a última vez que sentamos com nosso pai ou mãe ou até mesmo um irmão de sangue e conversamos sobre nosso relacionamento familiar? Não no sentido de falar dos erros já cometidos, mas no sentido de apontar para os acertos e o desejo de melhorar a cada dia?

4. Quando foi a última vez que ligamos para um amigo e saímos juntos para um café ou almoço e lembramos dos tempos de infância ou juventude que tanto nos acrescentaram para vida? Aliás, ainda temos amigos assim ou já perdemos isso também?

5. Quando foi a última vez que como pais saímos com nossos filhos sem pressa de voltar, sem pressa de brincar, correr ou apenas “estar” com eles em algum lugar diferente dando-lhes carinho e a atenção que merecem? Que tipo de princípios estamos ensinando e cultivando em seus corações e mentes?

6. Aos que se dizem cristãos e discípulos de Jesus, qual foi a última vez que levamos uma palavra de vida aos que estão perdidos nos devaneios desse mundo e que esperam alguém que os ajude a vencer seus próprios limites na esperança de viverem mudanças reais?

7. Será que ainda amamos verdadeiramente a Deus, a nós mesmos e ao nosso semelhante com verdade? Será que o amor ainda arde em nosso coração e nos impulsiona a viver cada segundo do dia? O que ocupa nossa mente traz edificação a nós e aos que fazem parte do círculo de amizades?

Poderia ainda escrever uma infinidade de questionamentos, mas se não conseguimos responder as mais básicas e simples questões da vida, como responder a coisas mais complexas? Creio que ao ler estas perguntas que fiz anteriormente, já é possível analisar como estão nossos relacionamentos. É possível perceber o quanto valorizamos a nós mesmos e aos que dizemos serem amigos ou familiares. É possível compreender o quanto fomos alterados pelo tempo ou pelas coisas deste mundo tenebroso. Assim, vamos caminhando e perdendo o equilíbrio na alma, perdendo o raciocínio das coisas simples e verdadeiras da vida, jogando fora as coisas que de fato tem valor nos relacionamentos até o ponto de ver que nos tornamos presunçosos, arrogantes, orgulhosos ou qualquer outro sentimento parecido com este. Ainda se tratando das coisas sublimes, dos princípios estabelecidos por Deus para cada ser humano, vemos que ELE se torna algo a quem recorremos apenas quando precisamos de uma “milagre” ou de uma resposta para nossos desejos “carnais”, materiais e afins. O Criador a quem chamamos de Pai, é a válvula de escape para as nossas frustrações e decepções e não O vemos mais como um Pai de amor e bondade que deseja desenvolver um relacionamento conosco. Achamos que podemos reduzir a sua grandeza as nossas necessidades pessoais e não investimos em servi-lO com amor e dedicação. Aquele que deu prova do seu amor entregando seu Filho para morrer numa cruz e assim perdoar nossos pecados e resgatar nossa alma, deseja ter um relacionamento verdadeiro fruto de nossa entrega total a Ele. Não há como entregar parte de nossa vida, parte de nossos sentimentos, parte de nosso coração. Ou entregamos tudo e decidimos viver Nele ou sempre haverá uma parte em nós doente sem perspectiva de cura.

O que temos a perder num relacionamento com Deus? Nada. E a ganhar? Tudo, até a eternidade. Já parou pra pensar que teremos a eternidade para conhecê-lo? Compreende a extensão e a profundidade do que é viver eternamente com Ele? Já pensou que nunca terá fim, que nunca vai acabar o “conhecer a Deus”?

Se nossos relacionamentos tornaram-se superficiais, sem vida, sem fruto, precisamos urgentemente parar e voltar no ponto onde deixamos de lado o que é sincero e verdadeiro e retomar essa caminhada. Não perca sua vida para as coisas que se corrompem e se acabam, mas invista sua vida naquilo que têm valor e pode nos ajudar a ser melhores todos os dias. Invista em relacionamentos sem esperar nada em troca. Invista em relacionamentos para melhorar-se e para ser até mesmo inspiração aos que já perderam o sentido da vida. Invista em relacionamentos que aproximam pessoas da fonte de toda a vida: Deus. Sejamos simples, descomplicados, cheios de amor, bondade e misericórdia. Sejamos verdadeiros filhos de Deus que por relacionarem-se com o Pai que têm, tornam-se vidas cheias de vida a todos a quem pudermos “tocar”. Pense nisso e que Deus nos ajude a viver relacionamentos maduros, verdadeiros e eternos. Um abraço a você que sempre acompanha nossos artigos. Se achar que deve, compartilhe com outros e que essa mensagem se espalhe a todo o mundo.

No amor de Jesus para servir,

Geziel Freitas.

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A quem você entregou sua alma?

Olá gente querida. Como está o seu coração, a sua alma? A quem você tem “confiado” sua vida, emoções, pensamentos? Que reações tem recebido em troca de suas ações? Vivemos dias cada vez mais difíceis nas relacionalidades entre os seres ditos “humanos”. A crueldade, a maldade tem tomado o coração e entranhado na alma de milhares e milhões de pessoas e suas relacionalidades são formadas no interesse único de tirarem proveito do seu próximo. Cada situação é uma oportunidade para fazer algo que possa trazer benefício a si mesmo sem a preocupação com os sentimentos do seu semelhante. Dessa forma, muitos acabam se tornando “prisioneiros” do seu próximo e são enredados pelos enganos dessa vida tornando-se pessoas doentes, carentes e necessitadas de atenção. Muitas procuram encontrar no outro um alívio para sua alma, um descanso, um ouvido que as ouça com atenção, um olhar sincero, um abraço acolhedor, mas a medida que o tempo passa aquilo que era pra ser honesto se torna possessivo e abusivo. Então, a alma acaba se entregando sem reservas as dores e feridas provocadas por um relacionamento que não foi sincero, mas interesseiro. Daí muitas das doenças ditas psico somáticas serem tão evidentes na vida de muitos. O que era um sentimento desconfortante em relação ao outro acaba se somatizando e surgem doenças reais que afetam a mente e o corpo. É lamentável ver isso acontecendo na vida de muita gente, é triste ver que muitos relacionamentos que poderiam ser simples e verdadeiros, transformaram-se em inimizades profundas. Então, um vai para um lado completamente machucado, com o coração dilacerado pela amizade perdida e do outro lado está aquele que se aproveitou e que aparentemente “se saiu bem”. Triste engano! Aqueles que aprisionam também são prisioneiros de seus próprios deleites e vivem com a necessidade de aprisionar outros para se “sentir” bem.

Quero convidar você a pensar comigo sobre a vida de Jesus e que demonstram que Ele tinha o cuidado nos seus relacionamentos e como viver sem que sua alma fosse “sugada”. Todas as pessoas com quem Ele se encontrou e em palavras relacionou-se, mostra claramente que Ele se entregou sem reservas no intuito de iluminar, de mostrar ao outro sua necessidade de mudança, mas essa sua entrega não era condicionada a assumir o que outro vivia, mas a mostrar-lhes que era possível uma renovação na mente o que consequentemente trazia cura a alma. Jesus se encontrou certa vez com uma mulher junto a um poço. Ali ele começa um diálogo e em suas palavras Ele traz ela para a realidade em que ela vivia e como aquilo a deixava prisioneira as escolhas que ela mesma fazia. Fica claro que os relacionamentos que aquela mulher já havia tido e o que ela vivia naquele momento, eram equivocados e errôneos. Ela já tinha “entregue” sua vida, alma, emoções a diversos homens, mas não tinha de fato o equilíbrio necessário para viver com apenas um  homem com quem poderia constituir uma família abençoada. Quando aquela mulher percebeu a veracidade das palavras de Jesus algo mexeu com o seu interior e causou nela o desejo de mudança. O relato histórico deixa claro que a partir daquele dia ela não apenas mudou de vida como ainda influenciou muita gente da sua aldeia. A bíblia diz que ela era ainda uma mulher samaritana, alguém que pra Jesus como judeu, não poderia haver qualquer tipo de relacionamento. Mas Jesus que estava ali com um propósito de com sua vida mostrar que podemos nos relacionar de forma sadia e sermos aqueles que carregam uma palavra de vida, o seu envolvimento promoveu uma verdadeira metamorfose na maneira como aquela mulher pensava e houve ali naquele simples encontro junto a um poço de água, a libertação da alma daquela mulher.

No mundo em que vivemos, as pessoas são aprisionadas e se deixam ser aprisionadas por coisas fúteis e sem sentido. Algumas se entregam a relacionamentos vazios e superficiais querendo tão somente encontrar alívio pra sua alma, querendo apenas alguém que as acolha com ternura e carinho, querendo encontrar no outro até mesmo respostas para suas indagações. Infelizmente, o mundo está infestado de “almas” podres, sujas, carregadas de maldade e que aproveitam-se daqueles que querem encontrar apenas um amigo verdadeiro ou um cônjuge com quem somar suas experiências de vida e viver em paz. Mas o meu convite a você neste momento é a experimentar Jesus pela sua palavra e descobrir que nada deste mundo nem mesmo pessoas podem suprir todas as nossas carências e afetividades. Conhecer a Jesus implica em desejar ter uma mudança na mente, em adquirir uma nova consciência sobre a vida e não ser moldado pelos parâmetros humanos, ainda que muitos humanos tenham qualidades preciosas, mas só Jesus é capaz de libertar nossa alma e nos tornar novas criaturas cheias de amor e bondade, filhos do Pai eterno, pessoas humanas sim, mas que tem o “Sublime” na direção de suas vidas. Quem se entrega sem reservas a Ele, descobre um novo horizonte de possibilidades e ao exercitar a fé, percebe a esperança crescendo dentro de si; não a esperança nas coisas que tem validade, mas naquilo que é Eterno, naquilo que nunca terá fim, naquele que pode mudar o pior coração humano e transformar a tristeza em alegria mesmo diante das adversidades da vida. Não há como entregar parte de nossas vidas a Deus, o mínimo que Ele deseja é o nosso tudo, pois só uma entrega total poderá permitir que a ação do Espírito Santo de Deus seja contínua e verdadeira em nós. Jesus disse em Marcos capítulo 12 e versículo 30: “Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento”. Atente neste versículo para o destaque das palavras grifadas:

  •  Todo, toda (não pode ser uma parte, é o nosso todo);
  1. Coração – tem haver com o centro das nossas decisões;
  2. Alma – tem haver com nossos sentimentos e emoções (psique);
  3. Entendimento – tem haver com a consciência, compreensão;
  4. Forças – tem haver a energia que empregamos em algo.

O convite de Jesus, do Evangelho, é para uma entrega em todos os níveis da nossa vida e quem assim decide fazer, pode experimentar uma paz sem limites, um amor incomparável e uma alegria que o mundo jamais poderá promover em nosso coração. Só Ele pode gerar uma verdadeira mudança em nosso homem interior e nos fazer melhores seres humanos, melhores pais, melhores maridos ou esposas, pessoas que não vivem de momentos ou circunstâncias, mas que vivem por algo Eterno e infinito. Se você tem uma bíblia na sua casa, adquira o hábito de ler um pouquinho todos os dias. Comece pelos evangelhos, Mateus, Marcos, Lucas e João. Não busque interpretações “mirabolantes”, leia com simplicidade pedindo em sua mente que o Espírito Santo ilumine seus pensamentos e você vai experimentar o sobrenatural de Deus no seu dia a dia. Vai observar nas coisas simples da vida que Ele está presente e falando ao seu coração. Se você quer ter paz de espírito, alegria na vida e alívio pra sua alma sofrida, entregue-se todos os dias da sua vida a Jesus e creia pela fé que Ele vai suprir todas as suas carências. A medida que você caminha com Ele, vai encontrar muitas outras pessoas que fazem o mesmo que você e nelas, você também encontrará amizades sinceras e verdadeiras e verá o próprio Jesus expresso nas atitudes e no proceder para com a vida. Pense nisso, reflita, pondere acerca de quem sua alma se tornou prisioneira e descubra que Jesus, o Verbo de Deus, a Palavra viva pode mudar a sua existência e transformá-la em vida abundante. Um abraço sincero e que Deus te abençoe.

No amor de Jesus para servir,

Geziel Freitas

A pergunta que não quer calar: Geziel, qual a sua igreja?

De vez em quando sou parado e indagado por alguém na rua, as vezes por mensagem pelas redes sociais com esta pergunta que escrevi acima: Geziel, qual a sua igreja?

Minha resposta sempre será a mesma: eu sou a igreja e onde eu estiver reunido com pessoas em torno do nome de Jesus, ali somos igreja. Há mais de 5 anos eu “saí” da igreja “denominacional e não tenho nada contra quem participa efetivamente de alguma delas. Porém, compreendi desde muito cedo o que é ser igreja e como ser igreja independente de um “rótulo ou placa”. A cada dia que passa vemos uma “igreja” corrompida e perdida em seus devaneios “adorando” mais a homens do ao Filho do Homem.

A aproximadamente 4 anos atrás, decidi fazer reuniões informais em minha casa com pessoas que tem desejado estar em comunhão sem as prisões que a “religião” evangélica impõe e assim, mesmo sendo poucos, temos experimentado a liberdade de Cristo e vivido de forma simples, mas cheia de amor, compaixão e misericórdia ajudando-nos mutuamente e a outros que não participam efetivamente, mas que sempre me procuram querendo ouvir uma palavra de esperança e de vida.

Cremos em Deus Pai, Deus Filho e no Espírito Santo e a Bíblia é a bússola que nos orienta no proceder para com a vida. Somos seres humanos cheios de falhas, mas que compreendemos que o sacrifício de Jesus foi para nos purificar de todo o pecado e andar com Ele é estar num processo contínuo de santificação, aperfeiçoamento e crescimento espiritual.

Portanto, escrevo estas simples palavras para encorajar a outros que estão frustrados, feridos na alma, pessoas que foram “abusadas espiritualmente” pela “instituição evangélica” a desenvolverem relacionamentos simples, porém sinceros com o evangelho. Há muitos grupos que se reúnem desta forma pelo Brasil e pelo mundo e que tem descoberto que viver sem “pesos e cobranças” em troca de salvação, é viver o evangelho puro e simples que Jesus nos ensinou. Ainda há lugares onde a adoração é pura, onde os corações são sinceros consigo mesmos, com os demais e com Deus, onde a palavra é alimento e vida para a alma e onde Jesus se manifesta sem “exibicionismo”, mas com amor e graça derramado sobre os corações desejosos por Sua presença.

Então, antes de ficar por aí julgando ou falando o que se não conhece, pergunte, conheça, experimente viver nessa simplicidade e em obediência ao Senhor e sua palavra e ande na verdade não apenas da palavra escrita, mas da palavra que nos habita, o Verbo Jesus Cristo!

Que Deus abençoe a todos que sempre acompanham nosso trabalho e que de coração buscam conhecer a Deus e andar na sua presença.

Abri minha casa com o desejo de estar em comunhão e aprender de Jesus e se você compreende o evangelho assim, decida fazer isso também. Convide amigos, familiares e separem um tempo para estar juntos e crescerem em Cristo por sua palavra.

No amor de Jesus para servir,

Geziel Freitas