Relacionamentos sem relação!

Em tempos de vidas “virtuais”, os relacionamentos se mostram cada vez mais infantis e sem vida. Famílias, casamentos, amizades de anos sendo jogados fora ou substituídos por coisas fúteis. É triste ver tudo isso acontecendo e perceber que o “ser humano” deixa de lado a vida real pela vida virtual. Maridos e esposas que não sentam mais para conversar sobre suas vidas, sobre como educar seus filhos, sobre como melhorar como pessoa e decidir no dia a dia dar ainda mais valor a quem se ama. Celulares, tablets e computadores se tornaram mais importante e “cheios de vida” do que o aperto de mão, o abraço sincero, o olhar “caloroso” e um “eu te amo” profundo. A superficialidade dos relacionamentos só confirmam que o ser humano não ama mais pelo simples fato de ver no próximo a possibilidade de encontrar até mesmo respostas para sua vida. Aliás, o próximo para muitos não existe mais, tornou-se objeto ou uma coisa descartável. É fato que a confiança se tornou artigo de luxo e assim os relacionamentos se fragmentam até o ponto de se desfazerem. Perguntas simples que podemos fazer a nós mesmos e assim fazer uma auto análise de como temos nos comportado. Observe:

1. Quando foi a última vez que sentamos com alguém e investimos um tempo de qualidade para uma conversa franca sobre a vida?

2. Quando foi a última vez que como marido ou esposa, abrimos o coração e falamos de nossas necessidades com sinceridade? Temos ainda a coragem de falar de nossos temores esperando que o nosso cônjuge nos ajude a superá-los?

3. Quando foi a última vez que sentamos com nosso pai ou mãe ou até mesmo um irmão de sangue e conversamos sobre nosso relacionamento familiar? Não no sentido de falar dos erros já cometidos, mas no sentido de apontar para os acertos e o desejo de melhorar a cada dia?

4. Quando foi a última vez que ligamos para um amigo e saímos juntos para um café ou almoço e lembramos dos tempos de infância ou juventude que tanto nos acrescentaram para vida? Aliás, ainda temos amigos assim ou já perdemos isso também?

5. Quando foi a última vez que como pais saímos com nossos filhos sem pressa de voltar, sem pressa de brincar, correr ou apenas “estar” com eles em algum lugar diferente dando-lhes carinho e a atenção que merecem? Que tipo de princípios estamos ensinando e cultivando em seus corações e mentes?

6. Aos que se dizem cristãos e discípulos de Jesus, qual foi a última vez que levamos uma palavra de vida aos que estão perdidos nos devaneios desse mundo e que esperam alguém que os ajude a vencer seus próprios limites na esperança de viverem mudanças reais?

7. Será que ainda amamos verdadeiramente a Deus, a nós mesmos e ao nosso semelhante com verdade? Será que o amor ainda arde em nosso coração e nos impulsiona a viver cada segundo do dia? O que ocupa nossa mente traz edificação a nós e aos que fazem parte do círculo de amizades?

Poderia ainda escrever uma infinidade de questionamentos, mas se não conseguimos responder as mais básicas e simples questões da vida, como responder a coisas mais complexas? Creio que ao ler estas perguntas que fiz anteriormente, já é possível analisar como estão nossos relacionamentos. É possível perceber o quanto valorizamos a nós mesmos e aos que dizemos serem amigos ou familiares. É possível compreender o quanto fomos alterados pelo tempo ou pelas coisas deste mundo tenebroso. Assim, vamos caminhando e perdendo o equilíbrio na alma, perdendo o raciocínio das coisas simples e verdadeiras da vida, jogando fora as coisas que de fato tem valor nos relacionamentos até o ponto de ver que nos tornamos presunçosos, arrogantes, orgulhosos ou qualquer outro sentimento parecido com este. Ainda se tratando das coisas sublimes, dos princípios estabelecidos por Deus para cada ser humano, vemos que ELE se torna algo a quem recorremos apenas quando precisamos de uma “milagre” ou de uma resposta para nossos desejos “carnais”, materiais e afins. O Criador a quem chamamos de Pai, é a válvula de escape para as nossas frustrações e decepções e não O vemos mais como um Pai de amor e bondade que deseja desenvolver um relacionamento conosco. Achamos que podemos reduzir a sua grandeza as nossas necessidades pessoais e não investimos em servi-lO com amor e dedicação. Aquele que deu prova do seu amor entregando seu Filho para morrer numa cruz e assim perdoar nossos pecados e resgatar nossa alma, deseja ter um relacionamento verdadeiro fruto de nossa entrega total a Ele. Não há como entregar parte de nossa vida, parte de nossos sentimentos, parte de nosso coração. Ou entregamos tudo e decidimos viver Nele ou sempre haverá uma parte em nós doente sem perspectiva de cura.

O que temos a perder num relacionamento com Deus? Nada. E a ganhar? Tudo, até a eternidade. Já parou pra pensar que teremos a eternidade para conhecê-lo? Compreende a extensão e a profundidade do que é viver eternamente com Ele? Já pensou que nunca terá fim, que nunca vai acabar o “conhecer a Deus”?

Se nossos relacionamentos tornaram-se superficiais, sem vida, sem fruto, precisamos urgentemente parar e voltar no ponto onde deixamos de lado o que é sincero e verdadeiro e retomar essa caminhada. Não perca sua vida para as coisas que se corrompem e se acabam, mas invista sua vida naquilo que têm valor e pode nos ajudar a ser melhores todos os dias. Invista em relacionamentos sem esperar nada em troca. Invista em relacionamentos para melhorar-se e para ser até mesmo inspiração aos que já perderam o sentido da vida. Invista em relacionamentos que aproximam pessoas da fonte de toda a vida: Deus. Sejamos simples, descomplicados, cheios de amor, bondade e misericórdia. Sejamos verdadeiros filhos de Deus que por relacionarem-se com o Pai que têm, tornam-se vidas cheias de vida a todos a quem pudermos “tocar”. Pense nisso e que Deus nos ajude a viver relacionamentos maduros, verdadeiros e eternos. Um abraço a você que sempre acompanha nossos artigos. Se achar que deve, compartilhe com outros e que essa mensagem se espalhe a todo o mundo.

No amor de Jesus para servir,

Geziel Freitas.

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